Guarda-a ainda na memória.
Cansado, atirou a roupa por ordem arbitrária para a cadeira vazia encostada à secretaria.
Os seus desejos reduziam-se a uma noite bem dormida.
Puxou o estore para assegurar que a luz da manhã não o perturbava.
Contudo, deixou uma frincha por cerrar.
Como se aquela ponta de luz, fosse a garantia
de que iria acordar no dia seguinte.
segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011
segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011
Rosto sem Tempo
Todos os dias procuras o que não pudeste encontrar até hoje.
Aceita o conselho,
Não é aquilo que se perde que te falta.
Repara nas sombras, nos gestos, nas memórias, nas rugas de expressão e dá-lhes vida.
Cerra os olhos para reconheceres o que se encontra ao teu lado, porque efectivamente, o tempo passa... e tempo é sorte.
Repara finalmente no teu rosto, hás-de surpreendê-lo.
Aproxima-te,
porque ele nem sequer te vê.
Aceita o conselho,
Não é aquilo que se perde que te falta.
Repara nas sombras, nos gestos, nas memórias, nas rugas de expressão e dá-lhes vida.
Cerra os olhos para reconheceres o que se encontra ao teu lado, porque efectivamente, o tempo passa... e tempo é sorte.
Repara finalmente no teu rosto, hás-de surpreendê-lo.
Aproxima-te,
porque ele nem sequer te vê.
sábado, 19 de fevereiro de 2011
(In)solúvel
Nada tem uma solução definitiva
e não há nada que não tenha
algum tipo de solução provisória.
e não há nada que não tenha
algum tipo de solução provisória.
sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011
domingo, 13 de fevereiro de 2011
Can you trust?
Noite dentro...
Sigo em frente com o batuque surdo do house, que aos poucos se fecha sobre mim como água destilada.
Muitos usam óculos escuros para enganar a noite pelo dia, outros expõem as pupilas dilatadas.
Por um instante, divirto-me com a ideia de que sou irremediavelmente observadora e anacrónica.
Sigo para o bar. Encontro quem já não se via há meses e o cumprimento surge com um acenar de cabeça. Diz-se, um acto civilizado.
Leve... prestes a flutuar num ar consumido de gente, enquanto a letra da música grita: "Can you trust yourself?"
Alguém ergue o copo, olha o relógio, a porta.
Brinda-se a tudo e a todos.
"Can you trust yourself?"
Danço a despeito de mim mesma, giro na cadência das batidas e a cabeça aérea corre à velocidade da luz. O corpo movimenta-se sem comando, sem vontade própria e procuro o rosto.
Os olhos fixos nos meus - aquele rosto sem idade, qualquer coisa entre os 30 e os 40.
Corro os olhos em volta. Fecho-os. Sinto a letra:
"Can you trust yourself?" - e saio.
Entro umas horas mais tarde em casa. Sento-me no cansaço do corpo dormente e escrevo no papel que tenho mais à mão:
O que Sou,
é o Lugar mais seguro que conheço.
Sigo em frente com o batuque surdo do house, que aos poucos se fecha sobre mim como água destilada.
Muitos usam óculos escuros para enganar a noite pelo dia, outros expõem as pupilas dilatadas.
Por um instante, divirto-me com a ideia de que sou irremediavelmente observadora e anacrónica.
Sigo para o bar. Encontro quem já não se via há meses e o cumprimento surge com um acenar de cabeça. Diz-se, um acto civilizado.
Leve... prestes a flutuar num ar consumido de gente, enquanto a letra da música grita: "Can you trust yourself?"
Alguém ergue o copo, olha o relógio, a porta.
Brinda-se a tudo e a todos.
"Can you trust yourself?"
Danço a despeito de mim mesma, giro na cadência das batidas e a cabeça aérea corre à velocidade da luz. O corpo movimenta-se sem comando, sem vontade própria e procuro o rosto.
Os olhos fixos nos meus - aquele rosto sem idade, qualquer coisa entre os 30 e os 40.
Corro os olhos em volta. Fecho-os. Sinto a letra:
"Can you trust yourself?" - e saio.
Entro umas horas mais tarde em casa. Sento-me no cansaço do corpo dormente e escrevo no papel que tenho mais à mão:
O que Sou,
é o Lugar mais seguro que conheço.
Subscrever:
Mensagens (Atom)

