A primeira palavra é uma curva e depois dela a realidade transfigura-se.
É um grito que irrompe sem contornos específicos,
tem a força de querer ser e por isso nada a demove - e também por isso se torna inesperada.
A palavra, que não sendo nada, tem a urgência de um significado.
À primeira junta-se uma outra e depois dela mais outra e outra... cada uma tão específica na sua forma como a que está ao lado.
Talvez por isso as palavras que existem se tornem relativas, materializam-se,
aparecem realmente definidas num espaço
e obrigadas a coexistir.
sexta-feira, 10 de junho de 2011
quinta-feira, 9 de junho de 2011
Combustão orgânica
Há dias, em que o nome
é um fósforo a arder-me na ponta dos dedos,
queimando todos os objectos em que toco.
é um fósforo a arder-me na ponta dos dedos,
queimando todos os objectos em que toco.
segunda-feira, 6 de junho de 2011
domingo, 5 de junho de 2011
sábado, 4 de junho de 2011
sexta-feira, 3 de junho de 2011
Where's my mind?
Às vezes mais valia trocar de cabeça,
virarmo-nos de pernas para o ar, fazer o pino,
deixar cair as palavras e soltar gatafunhos,
de forma a que juntos não façam qualquer sentido.
O que também sabe bem,
de vez em quando.
quarta-feira, 1 de junho de 2011
SER-se. Ou não ser.
Acredito, sem dúvida alguma, que mais vale cair vezes sem conta mas sabermos quem SOMOS,
do que passar uma Vida a tentar ser-se uma qualquer outra coisa...
que nunca se chega a saber bem o que é.
E também por isso,
de nada vale dizerem-me "como devo agir",
se isso não coincidir com aquilo que SOU.
do que passar uma Vida a tentar ser-se uma qualquer outra coisa...
que nunca se chega a saber bem o que é.
E também por isso,
de nada vale dizerem-me "como devo agir",
se isso não coincidir com aquilo que SOU.
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