terça-feira, 12 de abril de 2011
segunda-feira, 11 de abril de 2011
Pontos coincidentes
Há nos dias quem passe por nós sem "entrar",
há os que "entram" sem ser preciso passar por nós - e que ficam.
Há ainda os que se fazem convidados a entrar à hora da saída
e os que desejamos convidar mas que saem
mesmo antes de chegarem a entrar.
E é isto os dias,
feitos de coincidências e (des)encontros.
há os que "entram" sem ser preciso passar por nós - e que ficam.
Há ainda os que se fazem convidados a entrar à hora da saída
e os que desejamos convidar mas que saem
mesmo antes de chegarem a entrar.
E é isto os dias,
feitos de coincidências e (des)encontros.
domingo, 10 de abril de 2011
sexta-feira, 8 de abril de 2011
Opacidade das palavras
Fala, sê o último a falar mas não separes o não do sim.
Dá-lhe um sentido, uma sombra.
Olha à volta,
estreita-te no lugar onde te encontras,
ascende, torna-te mais ténue, mais irreconhecível, mais transparente...
mas Sê!
Dá-lhe um sentido, uma sombra.
Olha à volta,
estreita-te no lugar onde te encontras,
ascende, torna-te mais ténue, mais irreconhecível, mais transparente...
mas Sê!
terça-feira, 5 de abril de 2011
domingo, 3 de abril de 2011
sexta-feira, 1 de abril de 2011
O Mundo Gigante de um Homem Falido
Uma peça do autor francês David Lescot, em que se fala do actual estado das coisas, de como a identidade de uma qualquer coisa se sobrepõe à nossa própria identidade, ou de como um homem falido desaparece sem deixar rasto, de como o homem sem materialismo se torna material.
Todos começamos com "coisas". Demasiadas coisas à nossa volta.
Todos nós nos poderemos considerar "falidos", de uma forma ou de outra. Uns porque sem trabalho, sem dinheiro, outros sem afectos, sem Pessoas, sem palavras, sem...
Dá que pensar, a forma como tudo isso levou este "Homem falido" a encolher. Ao ponto de se deixar apoderar do ócio e do tédio; ao ponto de até o respirar ser doseado para economizar; ao ponto de viver sem nada mas demasiado cheio de si próprio...
Talvez seja mais comum do que parece, a ausência de materialismo se tornar imaterial
e o existencial tornar-se prioritário.
Vivemos todos num mundo de Gigantes
onde quase todos se "dizem"
e poucos são os que "fazem".
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