terça-feira, 6 de outubro de 2009

Decisões Provisórias










Nem tudo tem um porquê
mas há sempre uma qualquer razão...

mesmo que injusta.


(A ti, que sabes quem És,
pela Mulher e Mãe extraordinária que serás sempre.)

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Literatura

Esperávamos por ela na esplanada,
(em tardes que se faziam noites)
como quem espera aquele amigo mais velho,
tão ingrato,
que um dia deixou de nos falar.

domingo, 4 de outubro de 2009

(Bi)polaridade do Palco

De modo estranhamente similar,
o lugar físico do Teatro está associado a uma série de expectativas que produzem um certo "além",
um certo transpor de realidade, de evasão mesmo,
onde há a criação de dois tempos, dois campos aparentemente separados,

na claridade da cena
e na escuridão da plateia.

sábado, 3 de outubro de 2009













... no meio de tantas palavras... talvez as que tenham ficado, ainda mais do que as restantes...

"...cada um representa o papel
que a si próprio atribuiu,
ou no limite,
que os outros lhe atribuíram..."


(para que pensem. se vos apetecer.)

Seis Personagens à procura de Autor

...e eis que surge uma família com rostos esmaecidos e como que vindos de um sonho.
São as 6 Personagens que procuram Autor e que tentam viver.
Querem ser mergulhados num drama, o drama que é o deles. Não lhes basta serem "replicados" na ilusão do que poderiam ter sido, ou feito.
São reais, mais reais do que qualquer encenador, trapalhão imundo e contador de histórias.
São reais e provam-no...


(Uma peça fantástica, que fala sobre a luta interior constante. Caminha até à angústia do Homem que se perdeu no mundo tremendo do seu SER, do mundo comum que se senta na beira do caminho e se interroga, numa tentativa de se compreender
e de compreender o mundo que o rodeia.

A ver no Teatro S. Luiz, até dia 18 de Outubro)

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Rastilho sem pólvora

De todas as armas de destruição que o Homem foi capaz de inventar,
a mais terrível - e a mais cobarde -
é a palavra.

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

- King -

Deixa passar 8 minutos,
entra já às escuras, segue o foco da lâmpada na escuridão.
Observa se puderes,
o "travelling" a reflectir-se, trémulo, em rostos desconhecidos.
Guarda o bilhete rectangular no bolso das calças e senta-te na primeira fila, a vista a arder.
Depois, respira fundo.

Sabes como funciona:
a verdade (e a mentira)
em 24 imagens por segundo.