As noites...
para que servem as noites
quando o sono não acontece.
sexta-feira, 16 de janeiro de 2009
quinta-feira, 15 de janeiro de 2009
Contra-transferência
As Pessoas procuram-me e surgem densas...
cheias de tudo e de todos
cheias de dias pesados
minutos cronometrados
memórias intactas presas a um instante
que já não tem retorno.
e eu...
as palavras impotentes
as palavras distantes de quem as ouve em silêncio.
e eu...
pudesse eu apagar-lhes
as memórias que já não fazem falta.
cheias de tudo e de todos
cheias de dias pesados
minutos cronometrados
memórias intactas presas a um instante
que já não tem retorno.
e eu...
as palavras impotentes
as palavras distantes de quem as ouve em silêncio.
e eu...
pudesse eu apagar-lhes
as memórias que já não fazem falta.
domingo, 11 de janeiro de 2009
sábado, 10 de janeiro de 2009
Em memória...
Há dias mudos
há dias de partilha
há dias de memórias...
...e é em memória ao Pai
de uma das Pessoas mais importantes da minha Vida,
falecido ontem,
que hoje,
esta página está de luto.
há dias de partilha
há dias de memórias...
...e é em memória ao Pai
de uma das Pessoas mais importantes da minha Vida,
falecido ontem,
que hoje,
esta página está de luto.
segunda-feira, 5 de janeiro de 2009
domingo, 4 de janeiro de 2009
Dias de papel
Antes tudo fosse feito de papel,
cores desenhadas em tons pastel
como água que escorre e molha o chão;
antes fosse tudo feito de papel,
pautado ou liso
com margens disponíveis para ser arrancado
amarrotado, rasgado e colado;
antes tudo fosse feito em papel,
mais suave que cartão,
flexível
com a forma dos dias
e com a cor que o tempo lhe dá;
antes fosse tudo feito em papel,
para recortarmos os caminhos vazios
cheios de nada
para preenchermos a cheio as linhas certas,
para desenharmos
sem esboço
o que queremos.
cores desenhadas em tons pastel
como água que escorre e molha o chão;
antes fosse tudo feito de papel,
pautado ou liso
com margens disponíveis para ser arrancado
amarrotado, rasgado e colado;
antes tudo fosse feito em papel,
mais suave que cartão,
flexível
com a forma dos dias
e com a cor que o tempo lhe dá;
antes fosse tudo feito em papel,
para recortarmos os caminhos vazios
cheios de nada
para preenchermos a cheio as linhas certas,
para desenharmos
sem esboço
o que queremos.
sábado, 3 de janeiro de 2009
Hiato da escrita
Todos os dias abro esta página
e todos os dias a fecho.
O impulso de escrever é contrariado pela substância das palavras,
que não acontece.
Não tenho como teimar esta inércia das mesmas.
Talvez seja mesmo isto a escrita,
o hiato,
entre o pensar e o agir.
e todos os dias a fecho.
O impulso de escrever é contrariado pela substância das palavras,
que não acontece.
Não tenho como teimar esta inércia das mesmas.
Talvez seja mesmo isto a escrita,
o hiato,
entre o pensar e o agir.
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